Meu irmão, socio e parceiro Wander A, a metade mais feia do Colors Sound System, parte para o velho mundo agora em junho para duas apresentações, uma em Santiago de Compostella (La Radio) e em Londres (East Village Club).
O La Radio é um clubinho excelente na Espanha, uma das melhores festas em que ja toquei para ser sincero. O público AMA deep house e na última vez que estive lá toquei por cinco horas + 3 num after hours no Discoruta, uma outra casa da cidade. Tenho certeza que o som do Wander vai abalar as centenárias estruturas da cidade.
Já o East Village, em Londres, é a nova sensação do underground londrino. Comandado pelo Stuart Patterson (Rebel Waltz), o pico tem mega sound system, piso de madeira, é do tamanho certo para um club de house e tem uma programação impecável. Saca quem vai passar por lá alem do Wander em junho: Steve Lawler, Kenny Hawkes, Luke Solomon, Terry Francis, Unabombers e Kerry Chandler. Deu pra ter uma idéia da responsa do magrinho lá né.
Vamos botar umas fotos e vídeos aqui conforme ele for mandando.
Neste junho, portanto, não tem colors no vegas. Voltamos dia 17 de julho!!
Saiu este mês o In My City EP. Com 3 faixas compostas no verão 2008-2009, este disco tras impressões e sentimentos de um pobre suburbano terceiro mundista em busca de diversão.
Tais impressões cairam no gosto de mais uma turma de feras: Luke McKeehan, do império house canadene Nordic Trax, gostou do EP inteiro e prontamente incluiu no seu chart. o inglês abrasileirado Mike Parsons tambem adorou, alem do guru Renato Lopes e os amigos Mimi, Joe Silva e Sidney Gomes.
Alem das três faixas originais, "Assault" , "Hear The Noise" e "Deep Carnival", o EP ainda conta com um remix dinamite do mestre Q-Burns Abstract Message. Q-Burns foi o maior entusiasta da faixa Acid Resolution, lançada em fevereiro de 2008. Divulgou, comentou, mostrou pra amigos... e foi a partir daí que ficamos em contato. Na hora de remixar Acid Resolution, nada melhor do que pedir pro cara, que aceitou prontamente e mando um excelente deep house altamente psicodélico, com direito à voz do Timothy Leary escondidinha lá atrás discursando. Valeu Quiqui!!
A Arabica foi o primeiro selo a lançar um remix meu, na época um rework pra faixa My Lovely Dilema, do japonês Segeke.
Depois de muito tempo, eis que o selo comandado pelo DJ Kriece, da Australia, lança mais uma track, a Chroma K num single que, espero eu, rode as pistas por aí.
ok ok ok... o BOMBA foi só para chamar sua atenção ao post. Mas a entrevista + set mixado para o website cigano.org ficou bem legal e convido vocês a darem uma lida / escutada!
Sábado agora toquei numa noite de importância ímpar na carreira. Era uma edição especial da festa Go X Discology, organizada pelo Camilo Rocha e Claudia Assef com set oldschool do veterano Greg Wilson. A festa em sí já é um dos diamantes musicais do Vegas. Mistura uma pista principal de clássicos da dance music, um apanhado de novidades na pista dois e a experiencia jornalistodjeia do Camilo e da Claudia.
Durante a semana, o papo foi só Greg Wilson, claro. Amigos deixaram pra ir no sábado porque ia ter Greg Wilson (teve Colors sexta no Vegas) , o pessoal ficou lah em cima pq queria ver Greg Wilson (eu toquei na pista basement no mesmo horario ) , Greg Wilson pra lá, Greg Wilson pra cá... eu mesmo peguei uma hora do set dele e achei realmente fantástico e didático, apesar de aquele gravador de tape gigante que ele usa não servir basicamente para nada, alem do 'espetaculo visual'.
Mas eis que, logo após abrir a pista de baixo, desci para ver o Camilo fazer o set dele antes do meu, me posicionei no lado da caixa de som e comecei a dançar, desde a primeiríssima música até a última. Cerveja vai, cerveja vem, passinho pra lá, passinho pra cá... dois insights durante o set do homi:
Uma das coisas mais legais na carreira artística (e eu não sou o primeiro a dizer isso) é o fato de, com algum desenvolvimento e alguma sorte, poder ter o prazer de ficar amigo de alguns dos seus ídolos. Numa hora você está na pista maravilhado com os discos daquele DJ e em outra hora (mesmo que esta hora seja muitos anos depois) você está botando o seu disco depois ou antes do próprio, numa relação de sentimentos doidos.
Eu meio que sempre fui dado a idolatrias. Do tipo chorar ao assistir o anthology dos Beatles, por exemplo. Alem disso, descobri o som do Camilo logo no início da era das raves aqui em São Paulo. A paixão pelas músicas somou-se à descoberta do novo num deslumbre chapado.
Desde o inicio de tudo até hoje, Camilo Rocha mantem intactas as suas principais qualidades e elas se refletem claramente na sua música. Um discernimento perfeito do que é o underground e a cultura alternativa, contestação, posicionamento sempre marcado em relação ao que acha certo e errado em uma cena (não em um mercado) e principalmente uma genial atitude pluralista (alguem lembra desta palavra?) e inclusiva.
Esta atitude toda eu acompanho em seus textos espalhados por ai desde a época da revista General. Musicalmente é mais esporádico. Pego o cara tocando em festas meio que uma vez por ano, quando muito.
Daí veio meu duplo insight. Dançando ali do lado fui entrando numa onda, música após música, até perceber o quanto toda esta história e todos estes valores são transmitidos também como DJ pelo Camilo. Independente do estilo que o cara toca. Sejam clássicos, seja techno, acid techno, house ou electro... o lance tem uma espécia de aura, uma impressão digital alternativa que vem junto com seus discos e sua presença.
Essa sensibilidade não é exclusiva minha. Uma vez, pegamos um set dele no Tostex, eu e o Murray Richardson (Spacejunk). O Murray era vizinho do Hacienda no final dos anos 80 e pegou a história desde o comecinho. Ao ouví-lo por meio hora, comentou comigo: "caramba, o som deste cara me lembra djs das antigas que eu ouvia no começo dos anos 90". Obviamente não se tratava de um set de clássicos, mas novidades. Novidades sob o crivo e a atitude de um oldschool dj.
Resumindo: Greg Wilson é o caralho! Camilo Rocha é que fez parte da história pessoal de minhas aventuras psicodélicas nas pistas de dança do mundo. E em especial momento de valorização da cultura dance alternativa paulistana, este post é mais do que justo.
Uma hora e meia de devaneios musicofilosóficos depois, entro na cabine sagrada para botar um disco depois dele. Responsa. Gravei o set só pra saber qual seria o resultado de um trabalho pós 'warm up real'. E acho que ficou bem legal. Disponiblizo agora para quem quiser baixar.
E aproveitando o mega post. Não dava pra não deixar de falar da Colors, um dia antes no mesmo Vegas. Apresentação inspirada, bêbada e zoada do Colors Sound System. Veja o vídeo ai e sente a vibe da pista. O warm up ficou com o ótimo Daniel Dalzochio que tocou seu deep house oldschool para encher de saudades quem adora soulful house. Tem fotos tambem aqui, no picasa da Colors. Saca o Vídeo ai:
Caraca, tem tanta coisa para escrever e tão pouco tempo! Semana que vem prometo que posto um belo dum texto com muita informação (im)pertinente esta cultura que nos move. Literalmente.
Sexta tem Colors no Vegas, no meio do feriado de 1o. de maio e de Virada Cultural. No line up, show do Colors Sound System, sets de Jota Wagner e Wander A e o warm de nosso convidado especial, Dj Daniel Dalzochio
Quem tem acompanhado a Colors tem recebido com entusiasmo a nova onda de super talentos que estamos mostrando para São Paulo. Um sopro de ar fresco na cena house brasileira.
Daniel Dalzochio é mais um da turma. Não é um 'novo talento' como DJ, já que DD já se apresentou nos Estados Unidos e Japão, alem de ter sido residente em Acapulco, Méximo.
O gaúcho de Farroupilha está vivendo em Sampa tem algum tempo. Já tocou na Bacana do Bar 8 tempos atrás e agradou muito. Agora é a vez de mostrar seu groove novaiorquino na Colors.
Mande seu nome para nossa lista@acolors.net e caia na gandaia com a gente.
No porão, rola a divertida Baixaria, dos djs Felicio Marmitex e Bruno Berlusconi. Emperdével aniuei
Quem ouviu o último podcast da Colors no Rraurl possivelmente prestou atenção na música Is That My Wig, nova do Asad Rizvi que estará nas lojas dia 28 de abril no EP Is That My Wig / Lost In Tranzit. O petardo sai pela gravadora do próprio Asad, a Wrong Recordings.
Na semana de lançamento do disco, convido você a dar uma ouvida nas músicas no myspace do homi e digam se não estou errado ao dizer que se trata do mais moderno e delicioso groove possível. Tenho tocado em todas as festas e tocado com tesão (hmm....). Ambas são deliciosas mas minha escolha (não unânime, como você vai ver nas reações abaixo) é Is That My Wig.
Asad apareceu como um prodigio da famosa onda tech house inglesa dos 90. Construiu uma discografia respeitavel com vários clássicos do underground e é velho conhecido dos brasileiros. Já excurcionou por aqui umas oito vezes.
Eis meu novo disco: Kesey Tapes / Pot Head, lançados pelo selo Beatcode, um sublabel da famosa Low Pressings, capitaneada por Chas Flow Burns e Robbie Lowie.
As faixas foram bem recebida pelos djs por ai e já está no case de gente como Dave Mothersole e outros cobras do Tech House. Leia abaixo algumas impressoes:
Miss Nine: Great Release love it.
Steve Graham: great release, love the Marvin Gaye sample, very well done
DJ Meri (Rulers of the Deep): nice groove, feelin kesey tapes! cheers :)
Kenny Substance: nice ep ! kesey tapes sounds cool. John Davis: C'mon this isn't fair the people don't have chance, they are compelled to dance when KeseyTapes is dropped. Top stuff indeed!!
Juska Wendland (Radio 1, Finland): Pothead's bassline is groovy. Rocks.
Eu, particularmente, gosto muito destas duas faixas. O que é bem difícil já que meu complexo de viralatas me faz sempre desgostar de qualquer coisa que eu faço, coisa que só $$$$ de terapia vão resolver um dia. Por enquanto, uso isso como uma poderosa ferramenta (que falha várias vezes) para não fazer merda.
Kesey Tapes é bem acida e psicodélica. Uma mistura de disco com acid house com um pouquinho de Lysergsäurediethylamid da época em que eu era jovem, magro e tolo.
Pot Head é mais tech, tem um engraçado sample de voz tirado do documentario "Grass, the history of Marijuana" que o Quark que deu um dia. Tenta sem moderna. Até que é um EP bem chapado, considerando as referências.
Ouça clicando aqui. O EP está entre os mais vendidos do Beatcode.